sábado, 11 de fevereiro de 2012

Cego Espiritual



Depois de ouvir um discurso sobre o evangelho, um ma­terialista pediu permissão para falar. Sendo-lhe concedida, dis­se: "Amigos, não creio naquilo em que o pregador falou. Não creio no inferno, nem no juízo e nem em Deus, porque nunca os vi". Quando findou, um outro se levantou e disse: "Ami­gos, vós dizeis que há um rio, não muito longe daqui, mas não creio nesse rio. Dizeis que há muitas pessoas em pé aqui. Ou­tra vez digo: Isto não é verdade. Eu sou a única pessoa aqui, porque nunca vi nenhum de vós. Naturalmente quereis saber porque falo assim; o fato é que nasci cego e minhas palavras provam que não vejo. Se assim não fosse, eu não diria tais coi­sas. E este materialista, que acabastes de ouvir, quanto mais fala tanto mais descobre a sua ignorância, porque é cego espi­ritualmente. Orai para que lhe sejam abertos os olhos".

E confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas, instruidor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da ciên­cia e da verdade na lei; tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? (Rm 2.19-21)

Astúcia


Contam que num certo lugar o Diabo queria entrar na igre­ja, e pediu ao pastor. Este, de imediato, rechaçou o Inimigo.
Mas, como sempre faz, o Diabo insistiu. O pastor também manteve a proibição.
— Deixa então eu colocar somente a ponta do nariz — disse o Diabo.
O pastor parou para pensar um pouco sobre a proposta. Enquanto pensava, o Diabo continuou insistindo.
— É só a ponta do nariz, nada mais. Prometo. Convencido de que a ponta do nariz não faria nenhum mal à igreja, o pastor permitiu.
O Diabo virou de costas e entrou.

Não deis lugar ao diabo (Ef 4.27).

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Esperar


Um pastor e dois obreiros foram fazer visitas em um lugar onde havia uma epidemia. Depois de andar de casa em casa, tocar em pessoas, abraçar outras e pegar nas mãos de muitas, inclusive doentes, o pastor e seus cooperadores foram a uma venda para tomar um lanche. Ao chegar, o pastor pediu três copos, bem cheios, de aguardente. Enquanto o dono do arma­zém enchia os copos, o pastor foi ao banheiro. Os dois obreiros se entreolharam, ergueram os ombros, pegaram os copos e vi­raram de uma só vez, enrugando a testa e fazendo aquela ter­rível cara feia.
Quando voltou, o pastor foi logo dizendo:
— Por favor, pegue o meu copo e jogue o líquido em mi­nhas mãos para desinfetá-las.
Não havia álcool naquele lugar.

Assim também ficar a alma sem conhecimento não é bom; e o que se apressa com seus pés peca (Pv 19.2).