Depois de ouvir um discurso sobre o evangelho, um materialista pediu permissão para falar. Sendo-lhe concedida, disse: "Amigos, não creio naquilo em que o pregador falou. Não creio no inferno, nem no juízo e nem em Deus, porque nunca os vi". Quando findou, um outro se levantou e disse: "Amigos, vós dizeis que há um rio, não muito longe daqui, mas não creio nesse rio. Dizeis que há muitas pessoas em pé aqui. Outra vez digo: Isto não é verdade. Eu sou a única pessoa aqui, porque nunca vi nenhum de vós. Naturalmente quereis saber porque falo assim; o fato é que nasci cego e minhas palavras provam que não vejo. Se assim não fosse, eu não diria tais coisas. E este materialista, que acabastes de ouvir, quanto mais fala tanto mais descobre a sua ignorância, porque é cego espiritualmente. Orai para que lhe sejam abertos os olhos".
E confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas, instruidor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei; tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? (Rm 2.19-21)

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